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29 out

Dia D-rummond

29-10-2011 – Fátima de Carvalho

Fundação Casa de Rui de Barbosa e Flip promovem encontro para debater vida e obra do poeta mineiro

Drummond está em evidência no ano que antecede o centenário de seu nascimento. O poeta mineiro, grande homenageado da próxima edição da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), será tema do debate  “Arquivo e Memória em Drummond”, nesta segunda-feira, 31 de outubro, às 17h, na Fundação Casa de Rui Barbosa (FCRB/MinC).

O evento, organizado pela FCRB e pela Flip, terá a participação dos críticos Marlene de Castro Correia, Júlio Castañon Guimarães e Luciano Rosa, e debaterá a atualizade do autor de Claro Enigma(1951). Para o curador da Flip, Miguel Conde, a interpretação das obras literárias não é estática, muda com o passar dos anos. “É próprio das grandes obras literárias que elas sejam objeto de interpretações renovadas a cada época, e não é diferente com Drummond. O tema da mesa faz referência tanto ao cuidado com que Drummond formou seu arquivo quanto à importância da memória em seus poemas, nos quais a recordação pessoal se liga à reflexão sobre as transformações da vida moderna e as origens da sociedade tradicional”, disse Miguel.

Dia D

O encontro também faz parte das ações do dia D, série de comemorações em homenagem à data de nascimento de Drummond, iniciativa do Instituto Moreira Salles (IMS) coordenada pelo poeta Eucanaã Ferraz e pelo jornalista Flávio Moura, co-curador da homenagem a Drummond na Flip 2012. O Dia D vai mobilizar críticos, escritores e artistas em encontros organizados por diversas instituições em Brasília, Belo Horizonte, Itabira, Lisboa, Paraty, Porto Alegre, Rio de Janeiro e São Paulo.

O site www.diadrummond.com.br também terá conteúdo especial, como o filme Consideração do poema, produzido pelo IMS justamente para a data, no qual nomes importantes da cultura brasileira leem poemas de Carlos Drummond de Andrade. Entre eles, Chico Buarque, Caetano Veloso, Milton Hatoum, Fernanda Torres, Adriana Calcanhotto, Cacá Diegues, Antonio Cícero, Paulo Henriques Brito, Chacal e Marília Pêra.

Como a ideia primordial é envolver a maior quantidade de pessoas na comemoração, o IMS também contará com a participação de anônimos admiradores da obra do poeta, que poderão enviar por e-mail seus próprios vídeos com leituras de poemas

Memória da Literatura Brasileira

A Fundação Casa de Rui Barbosa possui boa parte do arquivo de Carlos Drummond de Andrade, doado pelo próprio poeta, que era um grande incentivador da criação de mecanismos para a preservação da memória. Foi ele quem semeou o modernismo na Semana de Arte de 1922 e, anos mais tarde, lutou pelo surgimento do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e também foi o principal mentor do Museu da Literatura Brasileira, pertencente à FCRB.

A pesquisadora do Arquivo-Museu da Literatura Brasileira, Eliane Vasconcelos, detalhou do material. “O acervo que está na Casa de Rui Barbosa é composto de correspondências, produção intelectual, originais e cadernos de desenhos.” Há também cartas que Drummond escreveu em acervos de outros escritores, como Clarice Lispector e Pedro Nava. A Casa de Rui Barbosa tem ainda uma coleção de recortes de jornais de todas as publicações de Drummond no Correio da Manhã e no Jornal do Brasil”, disse Eliane.

Poeta e Escritor

Mineiro de Itabira, Carlos Drummond de Andrade foi poeta, cronista, contista e tradutor. Na poética de Carlos Drummond de Andrade, a expressão pessoal evolui numa linha em que a originalidade e a unidade do projeto se confirmam a cada passo. Ao mesmo tempo, também se assiste à construção de uma obra fiel à tradição literária brasileira, que reúne a realidade do país à poesia culta ibérica e européia.

Drummond fundou com outros escritores a publicação “A Revista” que, apesar da vida breve, foi importante veículo de afirmação do modernismo em Minas Gerais. Publicou Alguma Poesia (1930), Brejo das almas (1934), Sentimento do mundo (1940), José (1942), A Rosa do povo (1945), entre outros. A surpreendente sucessão de obras-primas indica a plena maturidade do poeta, sempre mantida por ele.

Alvo de admiração irrestrita, tanto pela obra quanto pelo seu comportamento como intelectual, Carlos Drummond de Andrade morreu no Rio de Janeiro RJ, no dia 17 de agosto de 1987, poucos dias após a morte de suaúnica filha, a cronista Maria Julieta Drummond de Andrade.

Saiba mais sobre o evento na FCRB

(Texto: Marcos Agostinho  – Ascom/MinC)

(Fonte: FCRB/MinC)

(Fotos: acervo FCRB)

Fonte: MINC
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Publicado por em 29/10/2011 em Uncategorized

 

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