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PELOMUNDO CULTURAL

12 nov

Rio recebe primeiro festival FilmAmbient

Da Redação

12-11-2011 – Fátima de Carvalho

O primeiro Festival de Audiovisual Ambiental do Rio começa na próxima segunda-feira (14). O FilmAmbiente traz para quatro salas de exibição da cidade a mais recente produção internacional de cinema ambiental, com direito a uma estreia mundial e debates com diretores, produtores e ambientalistas.

Com programação totalmente gratuita, o FilmAmbiente exibirá ao todo 60 filmes, tanto na competição oficial – da qual participam 12 longas e 16 curtas – quanto nas quatro mostras simultâneas. Dessas, a seleção Clima.Cultura.Mudança, constituída de filmes cedidos pelo Instituto Goethe, será uma pré-abertura do festival, com exibições no Centro Cultural do Poder Judiciário, de 14 a 17 de novembro, sempre às 18h (ver programação).

O FilmAmbiente traz à cena mais um prêmio destinado a ser muito disputado, entre Kikitos, Candangos e Barrocos: o Troféu Tainá. Criado pela artista plástica Ana Rosa, o Tainá é coerente com a causa ambiental: é feito em dobradura de papel reciclado e associa, de forma lúdica, o rolo de filme à copa de uma árvore, como a lembrar a necessidade de reciclar para não desmatar. O melhor longa, o melhor curta e o melhor filme segundo o júri popular vão levar os primeiros Tainás da história, além de prêmios em dinheiro (R$ 6 mil para o melhor longa, R$ 3 mil para o melhor curta e outros R$ 3 mil para o vencedor do júri popular).  O júri poderá, a seu critério, atribuir ainda duas menções honrosas.
Com curadoria do alemão radicado no Brasil Michael Greif, diretor da Ecomove Internacional, o júri internacional é formado pelo polonês Slawomir Grunberg (documentarista, fotógrafo e produtor do filme O Botão Vermelho); pelo brasileiro Manoel de Almeida e Silva (ex-integrante da equipe de Comunicação da ONU e consultor em educação ambiental) e pelo alemão Phillip Hartman (diretor de cinema, Mestre em Ciências Latinoamericanas e curador de vários eventos cinematográficos na Alemanha e no Brasil).

Suzana Amado, idealizadora do projeto, trabalha na realização do festival há quatro anos. E considera fundamental a discussão do tema em todas as mídias. “Em todo o mundo há festivais de cinema ambiental! Este é o ano das florestas e Nova York, por exemplo, reuniu produções de mais de 169 paises em um evento sobre o tema! Realizar o FilmAmbiente no Rio é uma forma de fomentar as discussões em termos de Brasil, país cujas riquezas naturais sofrem ameaças constantes. No ano que vem, o Rio vai sediar o RIO+20, um dos mais importantes eventos da área ambiental em nível mundial, que reunirá especialistas do mundo inteiro. O 1º FilmAmbiente propõe um reflexão antecipada e chama a atenção para questões como o lixo, a energia nuclear, as florestas, a poluição etcetera”, diz Suzana, ao anunciar que o festival acontecerá todos os anos, sempre no Rio de Janeiro.

Principais Atrações

O destaque da Sessão de Abertura (dia 18, às 21h, no Arteplex Botafogo) é o premiadíssimo Trabalho interno (Inside Job, EUA 2010). Escrito, produzido e dirigido por Charles Ferguson, o vencedor do Oscar 2011 como melhor documentário arrebatou também o prêmio principal da Associação de Escritores e da Associação de Diretores da América em 2011. Trabalho interno revela a perturbadora verdade por trás da crise econômica de 2008, o quebra-quebra global que custou mais de 20 trilhões de dólares e fez milhares de pessoas perderem suas casas e empregos. Narrado pelo ator Matt Damon, o filme mostra como a corrupção se espalhou do setor industrial para a área política e mesmo acadêmica, com filmagens nos EUA, Inglaterra, França, Islândia e Cingapura.

Mas as atrações não param por aí: além da estréia mundial de O BOTÃO VERMELHO, com a presença do produtor Slawomir Grunberg, vários diretores participarão de debates e oficinas, como o franco-caledônio Florent Tillon (de Detroit, cidade selvagem), a americana Susan Beraza (de Ensacola!), o brasileiro Eugênio Puppo (de São Miguel do Gostoso), a norueguesa Tonje Hessen Schei (de Vamos brincar novamente?) e a canadense Elène Dallaire (produtora de Anjos do lixo). Dallaire, aliás, vai ministrar oficinas de animação com objetos recicláveis, destinadas ao público infanto-juvenil, no morro do Chapéu Mangueira e na escola Oi Kabum, em Ipanema. As oficinas, que organiza desde 1986 no Canadá, permitem que os jovens compreendam as bases da arte cinematográfica e atendem a dois objetivos, segundo Elène: tornar o ensino lúdico e demonstrar que é possível fazer filmes de qualidade com poucos meios.

Outro debate esperado é o que acontecerá em torno do documentário A baía da vergonha (The Cove, EUA 2010, de Louie Psihoyos), que está na competição oficial e será exibido dia 19, às 21h, no Arteplex Botafogo. Rodado com câmera oculta e várias tecnologias inovadoras, o filme mostra a atuação de um grupo de ativistas no combate à terrível matança de golfinhos que acontece anualmente no Japão. Marcelo Szpilman, biólogo marinho, diretor do Institito Aqualung e autor de vários livros, animará a discussão com a plateia.

As sessões competitivas ocuparão a Sala 5 do Arteplex Botafogo, em dois horários: 15h e 21 h. O Instituto Moreira Salles receberá as mostras Ecomove, do Instituto Francês e uma sessão da mostra Clima.Cultura.Mudança (horários: 17h e 20h). E a Sala Multimídia do Jardim Botânico será dedicada aos filmes de floresta (sessões às 15h). A programação completa pode ser conferida no site www.filmambiente.com.

Fonte: CadernoA
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Publicado por em 12/11/2011 em Uncategorized

 

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