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Arquivo mensal: janeiro 2012

Entrevista do Diretor Wilson Caetano concedida ao Mogi News – Matéria publicada em 13/11/11

30-01-2012 – Fátima de Carvalho

Criatividade a serviço das artes cênicas

O ator mogiano, que já foi bancário, descobriu o prazer de montar e dirigir peças e descobrir novos talentos nas oficinas que coordena no Sesi Mogi

Jamile Santana
Da Reportagem Local
                                                          Jorge Moraes
Nome: Wilson Caetano
Idade: 55 anos
Estado Civil: Casado
Profissão: Orientador e diretor do NAC do Sesi
Pensamento: “Vamos respirar com calma. Vamos sentir o ar”
Por que Mogi? “Porque Mogi me escolheu e eu estou, aqui, feliz da vida”

Quem vê a expansividade criativa do diretor do Núcleo de Artes Cênicas (NAC) do Sesi de Brás Cubas, Wilson Caetano, e a sua naturalidade nos palcos, não imagina que ele já trabalhou como bancário. Filho de metalúrgico e funcionária pública nasceu em Mogi das Cruzes, mas saiu da cidade aos 19 anos de idade.
Formado em História e pós-graduado na área de Educação, só voltou à cidade em 1994, quando assumiu o curso livre de teatro pelo NAC. A esta altura já respirava teatro. Nas oficinas, surgiam tantos talentos que era impossível não criar uma peça de teatro ao final da temporada. Hoje, além de professor, ele é diretor e coordena um grupo de pesquisa das peças.
Fez participações em novelas da Globo, como “O cravo e a Rosa”, “Malhação” e “Esperança”, programas como “Linha Direta” e comerciais. Inteligente e bem-humorado, Caetano acredita no público de teatro e nos grupos independentes mogianos, mas afirma que a batalha para manter a audiência ainda está longe de terminar. Nesta entrevista, ele conta como fez para superar um grave acidente de moto e como faz para se manter criança nesse mundo conturbadamente adulto.Mogi News: Você saiu cedo da cidade para trabalhar. Como escolheu a área?
Wilson Caetano:
 Na época, eu tinha uns cursos de datilografia e certa experiência em cartório. Fiz um teste em um banco em São José dos Campos e acabei passando. Fiquei nessa área até 1982, mas sempre fiz teatro paralelamente.MN: E o teatro entrou na sua vida quando?
Caetano: 
Em 79, quando comecei a fazer um curso amador. Em 80, comecei um outro um pouco mais profissional, mas não gostei do teatro de primeira. Era uma época libertária e as pessoas eram estranhas. Fui conhecer melhor e me apaixonar pelo teatro anos depois. Mas quando eu parei cursava faculdade de História e fiz um mestrado na área de Educação. Depois, o Collor ganhou a eleição e decidi sair dessa área também. Retomei o teatro em 1990 e quatro anos depois já estava aqui no Sesi. Depois disso, nunca mais parei.

MN: E foi marcante para você retornar?
Caetano: 
Sim, porque comecei a conhecer o teatro mesmo durante uma leitura de Hamlet. Também tive o privilégio de morar ao lado de um centro cultural, então eu via muitas produções, interagia com os atores e pesquisadores. Aprendi que teria de procurar a minha turma. Aprendi que quem tem preguiça de fazer teatro, não se dá bem. Você tem de pesquisar para provocar o público, fazer ele pensar sobre aquilo que acabou de ver. Esse negócio de só decorar e representar no palco, sem uma intenção, não existe.

MN: O que você fez antes de assumir o cargo de diretor cênico no Sesi?
Caetano: 
Fiz um espetáculo no Sesc que falava sobre o descobrimento da América. Depois, participei de um festival em Brasília, montei um monólogo e viajei muito com ele. Após isso, recebi o convite do Sesi que estava iniciando um projeto de curso livre de teatro. Só que nunca consegui só dar aula, no fim de cada curso sempre montávamos peças, e foi aí que comecei a lidar com a direção. Em 1999, foi criado o Núcleo de Pesquisa em Artes Cênicas do Sesi, a partir disso comecei a tomar gosto pela direção. É uma área muito importante do teatro porque é onde se trabalha todo o aspecto da cenografia, posicionamento e identificação das variadas informações que o texto te proporciona. Então, pesquiso junto com os atores e, assim, cria-se a peça, que tem de ser intensa, forte. Todo o processo de criação é muito rico.

MN: Quantos alunos já passaram por aqui e como você enxerga quem tem vocação?
Caetano: 
Trabalhamos com a média de cem alunos por ano. E estamos aqui desde 94. Então dá quase 20.400 alunos. Eu identifico no primeiro exercício que eu dou, se aquele aluno leva jeito ou não. Tem aluno que pesquisa mais, estuda, mas não tem aquela coisa do ator, da naturalidade. Às vezes,eu me engano. Às vezes, o ator não produz só no primeiro exercício. É uma caixinha de surpresas.

MN: O projeto do Sesi tem crescido bastante, como você avalia essa evolução?
Caetano:
 É tudo uma conquista. Começamos meio tímidos, mas colocamos a cara na cidade. Saímos do teatro do Sesi para nos apresentarmos em outros espaços cênicos do município e as pessoas começaram a enxergar e entender a importância do nosso trabalho. Hoje temos um público cativo, que vem conferir, comentar.

MN: Qual espetáculo você gostaria de montar que seria desafiador?
Caetano:
 Montei Shakespeare e Hamlet e gostei. Montei Nelson Rodrigues, que é difícil, e não gostei da montagem. Todos os projetos são audaciosos. Tenho vontade de montar um espetáculo com sete mulheres. A mulher tem um poder muito grande. Eu não sei de que forma seria falar disso.

MN: Como é processo de escolha do espetáculo?
Caetano:
 É o texto que me escolhe todos os anos. “Murro em Ponta de Faca”, por exemplo, teve uma história curiosa. Eu estava em casa, limpado armário nas férias e me caiu esse livro no chão, bem na minha frente. Dei uma folheada, gostei, mostrei para os alunos e eles ficaram enlouquecidos. A obra é de Augusto Boal, então entrei em contato com ele. Fizemos o espetáculo em 2008 e ele faleceu no início de 2009. Tivemos o privilégio de ele acompanhar o nosso trabalho, um dos últimos em sua homenagem.

MN: Você acha que a cultura teatral na cidade precisa amadurecer? E o público está preparado?
Caetano: 
Mogi tem grupos interessantes. Gosto do trabalho do pessoal do Galpão Arthur Neto, da Priscila Nicoliche, da galera do TUMC, da Fernanda Moreti. Mesmo assim, eu acho que precisamos de mais. O público mogiano é receptivo, mas trazê-lo ao teatro é uma batalha árdua. Mas a cidade tem público, que é um pessoal diferenciado dos shows, por exemplo. Aliás, eu acho que esse público que vê os shows poderia ver o teatro também. Mas, enfim, é uma briga porque o teatro é artesanal, exige pesquisa, dedicação.

MN: Você passou por um período delicado em sua vida, que foi um acidente de moto. Como foi passar por essa fase?
Caetano: 
Foi em 2003, eu tinha 47 anos. Estava voltando da praia pela Mogi-Bertioga. Foi um susto, porque quase perdi minha perna esquerda. Tive várias fraturas, mas pedi para o Auclésio Ranieri, diretor regional do Sesi para voltar mais cedo. Ele me disse que se o INSS liberasse, tudo bem. Consegui a alta e vinha para o teatro de muleta. Isso foi muito bom porque ajudou na recuperação. Hoje, entendo porque tive de passar por isso, tem coisas que acontecem e você tem de resolver como vai lidar com elas. E tenho certeza que já resolvi. No começo, eu pensava em fazer uma tatuagem para esconder as cicatrizes na perna. Hoje não preciso mais disso. O que importa é que estou vivo, com a minha perna e fazendo o que eu gosto.

Fonte: moginews
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A qualidade e a legitimidade da música brasileira – de 02/2 a 12/2 · Brasília, DF

30-01-2012 – Fátima de Carvalho

O Centro Cultura Banco do Brasil aposta na qualidade musical e na legitimidade de um novo conceito de música brasileira com a série de concertos:

O Brasil das Orquestras Populares

Quatro concertos, que, de 2 a 12 de fevereiro, trazem ao Teatro I do CCBB Brasília, com curadoria de Carla Mullulo e João Braune e produção da Fomenta Produções, a criatividade e as inovações musicais, vindas de quatro Estados brasileiros, em apresentações que mesclam a sonoridade popular com a aparência erudita das orquestras.

O cenário musical brasileiro é constantemente renovado dado à criatividade e a multiplicidade cultural do País. Dentro dessa perspectiva, a série musical O Brasil das Orquestras Populares traça um panorama do ecletismo, criatividade e as inovações artísticas da música brasileira por meio das apresentações de quatro orquestras, que promovem o encontro da formação erudita com a sonoridade de canções populares.

Esta nova roupagem das orquestras, que explora novos conceitos e inusitadas execuções de instrumentos com grande desempenho e qualidade artística, pode ser observada em várias regiões do Brasil. O Brasil das Orquestras Populares é uma boa oportunidade para conhecer orquestras que se empenham neste tipo de inovação. Estão programadas para a série: a Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, de Pernambuco, a Orquestra de Cordas de Curitiba, Paraná, a Orquestra Republicana, do Rio de Janeiro, e o Grupo Imbaúba, do Amazonas.

Os shows comporão uma série eclética e afinada, valorizando iniciativas que exploram formações diferenciadas e trabalhos musicais consistentes, que envolvem dinâmicas e nuances tímbricas.

Abrindo a programação da série de concertos, dias 2 e 3 de fevereiro, a riqueza popular de Recife ao som da Orquestra Popular da Bomba do Hemetério, que reúne ritmos como frevo, coco, mangue beat, cavalo-marinho, dentre outros, através de releituras de clássicos populares da região norte da capital pernambucana como Vassourinha, Cabelo de Fogo e Elefante. Ainda na primeira semana, nos dias 4 e 5, A Orquestra à Base Cordas de Curitiba, que, sob a batuta do maestro João Egashira, apostou na brasilidade ao substituir violinos, violas, violoncelos e contrabaixos por bandolins, cavaquinho, violões, viola caipira, piano e percussão, para explorar ritmos como pagode-de-viola, baião, polca mato-grossense, rasqueado, samba caipira, mazurca e fado.

Abrindo a segunda semana, a carioca Orquestra Republicana, nos dias 9 e 10/02, com seu repertório que passeia por composições de Pixinguinha, Paulinho da Viola e Ernesto Nazaré. O que encanta nesta Orquestra é o constante improviso, sem nenhum acerto prévio, fazendo de cada concerto uma surpresa e um deleite aos amantes da boa música.

Encerrando o projeto, nos dias 11 e 12 de fevereiro, o Grupo amazonense Imbaúba, que desenvolve um trabalho acústico instrumental inspirado em batidas ritualísticas da região da Amazônia, sugerindo uma reflexão sobre os hábitos do homem perante a natureza.

Fonte: overmundo / Rodrigo Machado
 
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Abril será ‘o mês dos Canarinhos’

30-01-2012 – Fátima de Carvalho

O projeto Canarinhos do Itapety completa 10 anos em 2012. Durante todo este tempo, atendeu cerca de 3 mil crianças e se tornou uma das mais importantes iniciativas sócio-culturais da Cidade. É por isso que a Secretaria Municipal de Cultura promoverá uma série de eventos especiais para comemorar a data, no mês de abril.

Um resumo da programação já havia sido divulgado pelo secretário da Pasta, José Luiz Freire de Almeida, em entrevista concedida à reportagem no final do ano passado. Segundo ele, este é um dos principais destaques do cronograma de 2012. As atividades terão início no dia 17 de abril e se estendem até 21 do mesmo mês. A equipe da Secretaria ainda está finalizando os últimos detalhes, mas já é certo a realização de apresentações e, talvez, uma exposição.

Para o primeiro dia de festa, está programado o “Eles/Elas & Canarinhos do Itapety”. Na oportunidade, o coro se reúne com oito cantores mogianos para interpretar o repertório de artistas de renome que já passaram pela Cidade. “São músicos que se apresentaram com os Canarinhos no aniversário da Cidade, como Ivan Lins, Moraes Moreira e Elba Ramalho”, conta o secretário.

Já no dia seguinte, será a vez da banda Boigy – uma ramificação do Canarinhos – tocar ao lado de uma bateria de escola de samba (da Vila Industrial). No repertório estarão clássicos da música popular brasileira. Considerado sucesso dentro do currículo do projeto, o espetáculo “Os Saltimbancos” também fará parte do cronograma. No dia 19, o Coral mais a Orquestra Sinfônica Jovem de Mogi das Cruzes se unem à Cia. Realce para contar a história. Antes tem a performance da Boigy.

Dia 20, sexta-feira, será a vez do ‘Canarinhos – Filhos de Mogi’. Na ocasião, as crianças interpretam as músicas que apresentaram em eventos como o Gran Finale – Festival Nacional de Corais Infantis. Aliás, a agenda do coro da Cidade é extensa. Já estiveram em espaços importantes, como a Sala São Paulo, o Palácio dos Bandeirantes, entre outros.

Outra proposta incluída neste cronograma é o “Canarinhos cantam Compositores Mogianos”. A ideia é que a Orquestra faça arranjos especiais de canções de autores da Cidade para que as crianças possam interpretá-las. Se houver verba suficiente, a apresentação poderá resultar em um CD. “Temos uma pessoa que já está em contato com estes compositores”, conta Solange Urbano, regente do coro e coordenadora do projeto.

Todas as apresentações, com exceção desta última que será no Cemforpe, devem ser realizadas na Praça Oswaldo Cruz.

“Assim conseguimos reunir um público maior, visto que em dezembro, quando realizamos o ‘Auto de Natal’, a praça ficou lotada. É que, além do público que acompanha, tem aquelas pessoas que só estão de passagem e param para ver”, diz Almeida.

Homenagem

Dentro das comemorações, o maestro Antonio Freire Mármora, considerado um dos principais parceiros do projeto, ganhará destaque.

“Não poderíamos esquecer de homenageá-lo. Em muitas oportunidades estivemos juntos”, conta Solange.

Fonte: odiáriodemogi
 
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Revista mostra a tecnologia a serviço do cinema – 28/1 – Rio de Janeiro, RJ

28-01-2012 – Fátima de Carvalho

                          Batman Zavareze fala sobre o festival Multiplicidade em entrevista no estúdio

O Revista do Cinema Brasileiro deste sábado vai mostrar como as inovações tecnológicas estão a serviço da indústria cinematográfica. De softwares a câmeras, passando pelos projetores, as empresas que fornecem os equipamentos para essa indústria devem estar atentas às novas necessidades dos realizadores, que por sua vez encontram um terreno cada vez mais fértil para a criação.

André Horta vai falar, nesta edição do programa, sobre a nova menina dos olhos dos diretores de fotografia do mercado brasileiro: a câmera Alexa. Esse novo sistema de câmera digital, lançado pela empresa alemã Arri, possibilita produções equivalentes ao formato 35 mm e já caiu no gosto de muitos profissionais da área, inclusive no de Horta.

No estúdio, Maria Luísa recebe Batman Zavareze, curador e idealizador do Multiplicidade, um festival que teve início há sete anos, trazendo a proposta de unir arte, música, tecnologia e cinema. O Multiplicidade acontece todo ano no Oi Futuro exibindo trabalhos de artistas que navegam por diversas linguagens audiovisuais simultaneamente. Designer, fotógrafo, diretor, produtor e videoartista, Batman é a perfeita tradução da pluralidade que define o próprio festival. Ele vai contar como é o trabalho de busca pelas últimas novidades e novos talentos ao redor do mundo.

Desde a elaboração de um roteiro, novas tecnologias auxiliam o trabalho de quem faz cinema. O programa exibe uma reportagem sobre o software Story Touch, criado pelo diretor Paulo Morelli, que fez o filme Cidade dos Homens e trabalha com a produtora O2. Através de gráficos e cores, o programa traz aos escritores a possibilidade de uma perspectiva concreta e visual das histórias que estão desenvolvendo. Acompanham a evolução das emoções, sentem o tom e o ritmo, dimensionam a presença dos personagens e visualizam o tamanho das sequências e cenas.

Considerado um dos principais nomes de efeitos especiais no Brasil, Claudio Peralta vai participar de um bate-papo sobre carreira e mercado. Ele é o responsável pelos efeitos dos longas O Homem do Futuro, Lope e Os Normais. Peralta ainda aponta as últimas tecnologias e os novos caminhos para quem está começando.

O programa também exibe uma reportagem sobre exibição digital em formato 4K, que está chegando ao Brasil timidamente. A equipe conversou com a organizadora do festival Culturadigital.br, Gabriela Agustini, sobre a expansão dessas tecnologias mundo afora.

O Revista vai ao ar às 20h30, com reprise na terça, à 1h, na TV Brasil.

onde fica: TV Brasil
quando ir: 28/1/2012, às 20:30h
website: http://revistadocinemabrasileiro.com.br/

Fonte: overmundo / Projeto Paralelo

 

 
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4º Encontro da Rede das Culturas Populares de 28/1 a 29/1 · Porto Alegre, RS

28-01-2012 – Fátima de Carvalho

Nos próximos dias 28 e 29 de janeiro a Tenda 6 do Quilombo Oliveira Silveira no Largo Zumbi dos Palmares em Porto Alegre/RS sediará as atividades do 4º Encontro da Rede das Culturas Populares. O atual cenário das culturas populares e tradicionais, o fortalecimento das formas de interação entre agentes do setor e a avaliação das políticas públicas desenvolvidas para o segmento são as principais pautas do encontro. A ação é umas das atividades autogestionadas integradas à programação do Fórum Social Temático 2012, realizado entre os dias 24 a 29 de janeiro no Rio Grande do Sul.

Composta por agentes culturais de todo o Brasil e de países como Portugal, Argentina, Uruguai, Venezuela a Rede das Culturas Populares conta, hoje, com cerca de 4 mil membros. As principais ferramentas usadas para os trabalhos são os fóruns de discussão nas principais redes sociais e, também, via e-mail, como explica o antropólogo Marcelo Manzatti, um dos fundadores da Rede. “Esses espaços facilitam e intensificam a troca de informações, articulação e mobilização. Para ter uma rede forte e saudável temos que ter pessoas bem conectadas. No entanto, as discussões não podem ficar só no virtual e demandam encontros mais ricos como esses, presenciais”, afirma.

Pensado nisso, a proposta do encontro é, também, estabelecer uma maior organização interna e um calendário de encontros presenciais. “A Rede procura facilitar o acesso à informação. As reuniões presenciais são uma das maneiras de acionar essa rede, aumentar o número de instrumentos de conexão entre os membros e, depois, mobilizá-los a unirem-se e lutar por seus objetivos comuns.”, explica.

Como forma de monitorar e acompanhar o andamento de projetos de leis, programas e projetos voltados para o segmento das culturas populares e tradicionais, o antropólogo acrescenta ainda que será proposta a criação de um observatório de políticas públicas. A eleição dos novos Colegiados do Conselho Nacional de Política Cultural, os planos setoriais de cultura, o Programa Cultura Viva, a Lei dos Mestres e a Lei Griô são algumas das atividades que poderão ter acompanhamento da Rede.

Culturas Populares em Debate

Com o objetivo de aumentar a interação dos agentes envolvidos com as culturas populares e tradicionais existentes no Brasil, o Fórum de Culturas Populares e Tradicionais, atualmente presidido por Manzatti, iniciou, em 2002, as discussões para a formação de uma rede de alcance nacional. Com a realização do II Seminário Nacional de Políticas Publicas para as Culturas Populares ocorrido em Brasília no ano de 2007, o sonho tornou-se realidade. “Inicialmente fizemos um rascunho da proposta e convocamos todos os representantes das 27 delegações presentes ao Seminário para discuti-la. Após incorporarmos as sugestões, a criação da rede foi aprovada por unanimidade. Nosso ponto alto foi a conquista dos colegiados setoriais de culturas populares e culturas indígenas que, hoje, fazem parte da estrutura do Conselho Nacional de Políticas Culturais”, relata.

4º Encontro da Rede das Culturas Populares

Data: 28 e 29 de janeiro

Horário: das 9h às 18h

Mais informações: (61) 9325-8037

onde ficaTenda 6 – Quilombo Oliveira Silveiraquando ir28/1/2012 a 29/1/2012, às 09:18h

quanto custa: Gratuito

website: www.famalia.com.br

contato(61) 9325-8037

Fonte: overmundo / Marcelo Manzatti
 
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100 anos de Nelson Rodrigues

28-01-2012 Fátima de Carvalho

Funarte abrirá exposição que relembra momentos da vida e carreira do grande dramaturgo brasileiro

O dramaturgo, jornalista e escritor Nelson Rodrigues completaria em 2012, cem anos de idade. Mas ele nos deixou há 32 anos e nos legou além de histórias ricas, registradas em seus livros, fatos e imagens de uma vida intensa. Para comemorar a data, a Fundação Nacional de Artes (Funarte), instituição vinculada ao Ministério da Cultura, abrirá a partir de 31 de janeiro, a exposição Nelson Brasil Rodrigues – 100 anos do Anjo Pornográfico – com um acervo de fotos, textos e objetos pessoais que revelarão ao visitante um pouco mais da vida e da obra do escritor teatral.

O evento também será marcado pelo anúncio de um edital, que será aberto a grupos de todo o país para a montagem das 17 peças que compõem a obra do dramaturgo e que serão encenadas nos teatros Dulcina e Glauce Rocha, da Fundação Nacional de Artes.

A exposição será instalada na sala Aloísio de Magalhães do teatro Glauce Rocha (avenida Rio Branco, centro, Rio de Janeiro). Os curadores da exposição Crica Rodrigues e Nelson Rodrigues Filho organizaram um recorte na extensa e variada obra do polêmico escritor e contam um pouco da história de cada uma de suas 17 peças teatrais.

O acervo da exposição, cedido pelo Centro de Documentação da Funarte (Cedoc), é formado por textos do próprio autor, de diretores de teatro, matérias de jornal, programas das peças, críticas, além de históricas históricas, desde a sua estreia no teatro com A Mulher Sem Pecado até A Serpente, sua última peça. Fotografias da época estarão em painéis deslizantes que levarão os visitantes a um passeio pelo que o próprio Nelson Rodrigues chamou de “O Teatro Desagradável”: as peças Psicológicas, as Míticas, chegando às Tragédias Cariocas. O trabalho de divisão, que permite ao público essa viagem, foi capitaneado por Sábato Magaldi.

O anjo pornográfico

Nelson Falcão Rodrigues foi um importante dramaturgo, jornalista e escritor brasileiro, tido como o mais influente dramaturgo do Brasil. Nascido em Recife, Pernambuco, no ano de 1912, mudou-se em 1916 para a cidade do Rio de Janeiro. Com apenas 13 anos começou sua carreira de jornalista, trabalhando no jornal A Manhã, de propriedade de seu pai Mário Rodrigues.

Foi repórter policial durante longos anos, de onde acumulou uma vasta experiência para escrever suas peças a respeito da sociedade. Sua primeira peça foi A Mulher sem Pecado, que lhe deu os primeiros sinais de prestígio dentro do cenário teatral. O sucesso mesmo veio com Vestido de Noiva, que trazia, em matéria de teatro, uma renovação nunca vista em nossos palcos.

A consagração se seguiria com vários outros sucessos, transformando-o no grande representante da literatura teatral do seu tempo, apesar de suas peças serem taxadas muitas vezes como obscenas e imorais. Em 1962, começou a escrever crônicas esportivas, deixando transparecer toda a sua paixão por futebol. Faleceu em 1980, no Rio de Janeiro.

Leia mais

(Texto: Marcos Agostinho, Ascom/MinC)
(Fotos: Cedoc/ Funarte)

Fonte: MinC
 
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Exposição inaugura a programação 2012 do Itaú Cultural

27-01-2012 – Fátima de Carvalho

Convite à Viagem – Rumos Artes Visuais 2011/2013 apresenta mais de 100 obras de 45 artistas de todo o Brasil

O Itaú Cultural abre sua programação 2012 com a exposição Convite à Viagem – Rumos Artes Visuais 2011/2013em cartaz a partir de 9 de fevereiro. A mostra, com curadoria de Agnaldo Farias, é resultado do mais recente edital do programa Rumos Artes Visuaisque entre 1.770 projetos inscritos selecionou mais de 100 trabalhos de 45 artistas de todo o Brasil, exibidos agora nos três espaços expositivos do instituto.

Agnaldo Farias contou com a ajuda dos curadores Ana Maria Maia, Felipe Scovino, Gabriela Motta e Paulo Miyada e dos curadores viajantes Alejandra Muñoz, Carlos Franzoi, Júlio Martins, Luiza Proença, Marcelo Campos, Matias Monteiro, Sanzia Pinheiro e Vânia Leal.

A exposição é um convite a uma viagem pelo Brasil e pela diversidade da produção de arte contemporânea do país. Todas as linguagens artísticas estão representadas, da pintura à fotografia, do vídeo à instalação.

Em uma das obras, a paraense Berna Reale realiza uma performance para fotografia na qual está deitada nua no meio de um cais, com pedaços de comida sobre o corpo e urubus indo em sua direção para se alimentar. Em outra obra da exposição, o paulista Thiago Honório traz um cubo espelhado até a altura do pescoço do visitante. O projeto expográfico, de Marta Bogéa, apresenta cada um dos trabalhos isoladamente, embora haja um diálogo com as obras vizinhas.

Dos dias 9 a 11 de fevereiro, às 18h, haverá transmissão pelo site do Itaú Cultural (itaucultural.org.br) de palestras que fazem parte de um seminário para os artistas selecionados.

No dia 9, a conversa é com Carmela Gross (mediação Ana Maria Maia). No dia 10, Edson de Souza será o palestrante de O Espírito das Formas Utópicas: Arte, Utopia, Psicanálisecom mediação de Gabriela Motta. No dia 11 o bate-papo é por conta de Dora Longo Bahia (mediação Agnaldo Farias).

Convite à Viagem – Rumos Artes Visuais 2011/2013

quinta 9 de fevereiro a domingo 22 de abril 2012

terça a sexta 9h às 20h

sábado domingo feriado 11h às 20h 

pisos 1, -1 e -2

entrada franca

Itaú Cultural | Avenida Paulista 149 – Paraíso [próximo à Estação Brigadeiro do Metrô] 

informações: 11 2168 1777 | youtube.com/itaucultural | twitter.com/itaucultural | facebook.com/itaucultural |atendimento@itaucultural.org.br | itaucultural.org.br

Fonte: ItaúCultural
Facebook: Teatro Caetanno’s Agenda Cultural
 
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