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Giro Livre: A arte da dança em evolução

20 jan

20-01-2012 – Fátima de Carvalho

O Grupo de Dança Giro Livre é uma parceria da ASSANDEF com a Lampert Centro de Dança

A Lampert Centro de Dança trabalha com balé clássico, com jazz, dança contemporânea e dança infantil. As técnicas básicas da academia são o jazz e o balé clássico. Na Academia trabalham três professoras, Luana Dutra, Renata Lampert Caggiani, que trabalham com balé clássico e Nereida Lampert que trabalha com o jazz e todos os outros grupos. A Lampert conta com aproximadamente 150 alunos divididos em grupos de 16 pessoas, no mínimo.

 

Para explicar melhor o trabalho da Lampert, inclusive sobre a parceria com a ASSANDEF (Associação Santanense do Deficiente Físico), convidamos Nereida Lampert para conversar e explicar melhor ao leitor.

O Grupo de Dança Giro Livre é uma parceria da ASSANDEF com a Lampert Centro de Dança. Todos os bailarinos cadeirantes trabalham junto à Assandef e dançam juntamente com as bailarinas do grupo adulto da Lampert no Grupo de Dança Giro Livre.

O Grupo de Dança Giro Livre faz apresentações tanto aqui na cidade quanto nas cidades da região. O que limita um pouco as viagens do grupo são as dificuldades financeiras. Mas sempre que a Academia Lampert vai para algum festival de dança, leva o Giro Livre para mostrar o trabalho do grupo, já que não há tantas academias competitivas que possuam grupos de dança com pessoas deficientes ou grupos inclusivos. “Sempre mandamos para os festivais um DVD mostrando o trabalho do Giro Livre e solicita uma apresentação do grupo, se for interesse dos organizadores do festival. O legal é que os organizadores sempre se interessam e colocam a apresentação do Giro Livre em um dia importante do evento. Um exemplo foi agora em Santo Ângelo, quando o Giro Livre fez a abertura da noite dos campeões, eles foram muito bem recepcionados, foi um trabalho bem interessante”, relata.

Os quatro cadeirantes que trabalham na Lampert são paraplégicos, ou seja, eles não saem da cadeira. “Desde que começou, foi um trabalho de pesquisa, pois não existe uma técnica dentro dessa área. Existe na dança de salão, que envolve somente casais. Nesse caso, que é em grupo, nosso trabalho cresceu a partir da nossa criatividade, das nossas experimentações com movimentos, movimentos com as cadeiras. Então, procuramos fazer um trabalho bem diversificado, englobando todos os estilos de dança, dentro da possibilidade de cada um”, diz Nereida. Além disso, Nereida revela que os dançarinos têm preferência por música gaúcha, então, em suas apresentações, eles procuram evidenciar e valorizar a cidade de Sant‘Ana do Livramento.

Sempre que convidado, o Giro Livre faz apresentações em Livramento e em cidades da região

“A principal característica do Giro Livre é a inclusão, o que faz com que o trabalho seja rico e criativo. As cadeiras de roda dão uma agilidade para a coreografia as vezes melhor do que nos outros bailarinos. As pessoas acham que nós, andantes, estamos ‘ajudando’ os cadeirantes, e , na verdade, é o contrário. Nós, os andantes, estamos aprendendo com eles e, através das deficiências deles, buscando novas formas de dançar, que eu considero muito importante para as bailarinas. Outro aspecto importante que a dança traz, é educar as pessoas ditas ‘normais’, ajudá-las a aprender a conviver com os cadeirantes e saber que eles são muito especiais, pela vivência de superação que possuem, de procurar extrapolar seus limites, buscar formas novas de viver. Com isso, procuramos conseguir o desenvolvimento social e educacional dos dançarinos.”

Lampert

 

“Nós trabalhamos com bailarinos a partir dos 4 anos de idade, sem limite de idade, até a maturidade ativa. A academia é basicamente um centro de dança que participa de todas as atividades as quais somos convidados dentro do município. Inclusive, gostaria de ressaltar que são poucas as atividades culturais existentes no município, que, por sua vez, não tem estrutura de apresentação para estes eventos”, inicia Nereida.

“Por este motivo, nós sempre procuramos sair de Livramento para dançar em festivais, o que, muitas vezes, se torna caro, já que não temos apoio nenhum. Mas a gente, sempre que pode, vai. O que procuramos fazer, também, é trazer professores de outras cidades para ministrarem cursos aqui”, continua.

Ainda segundo Nereida, o trabalho da academia vai muito além de dançar, principalmente com as crianças, com as quais se procura desenvolver tanto o técnico e profissional quanto o crescimento pessoal, principalmente na parte social de todos os bailarinos.

“Através da dança nos trabalhamos também a inclusão, através da maturidade ativa, da terceira idade. O grupo também viajar, dança em outras cidades da região. Então, a academia é isso: a arte do corpo, a arte do movimento”, finaliza Nereida Lampert.

Fonte: A Platéia
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Publicado por em 20/01/2012 em Uncategorized

 

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