RSS

Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural

25 jan

25-01-2012 – Fátima de Carvalho

Iphan faz primeira reunião no ano e analisa o tombamento de cidades como Antonina (PR)

Trabalhar visando à ampliação do número de bens culturais protegidos é uma das metas do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), já no início deste ano. Nesta quarta e quinta-feira, 25 e 26 de janeiro, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural se reúne, em Brasília, para analisar as propostas de tombamento do Centro Histórico de Manaus, no Amazonas; de Oeiras e Piracuruca, no Piauí; de Antonina, no Paraná (foto); e o Registro como Patrimônio Cultural do Ofício e dos Modos de Fazer as Bonecas Karajá.

O conselho avalia os processos de tombamento e registro e é presidido pelo presidente do Iphan, Luiz Fernando de Almeida. É formado por especialistas de diversas áreas, como cultura, turismo, arquitetura e arqueologia.  São, ao todo, 22 conselheiros.

Manaus, a maior riqueza da borracha no Norte do País

O tombamento do centro histórico da capital amazonense integra a política do Iphan de ampliar as áreas protegidas no país, com ênfase nas regiões Norte e Centro-Oeste. A área compreendida entre a orla do Rio Negro e o entorno do Teatro Amazonas mantém aspectos simbólicos e densos de realizações artístico-construtivas, que marcam o período conhecido como “época áurea da borracha” e que transformou a cidade de Manaus em um centro atrativo para milhares de imigrantes das várias regiões brasileiras e do restante do mundo.

A diversidade cultural do Piauí

O tombamento das cidades de Oeiras e Piracuruca no estado do Piauí reforça a importância e a diversidade cultural piauiense. Desde 2008, o Iphan, vinculado ao Ministério da Cultura, está criando a Rede de Patrimônio Cultural do Piauí, onde Oeiras e Piracuruca, ao lado de Parnaíba, já tombada, formam um conjunto de bens que testemunham a ocupação do interior do Brasil durante o século XVIII. As cidades de Oeiras e Piracuruca representam e materializam a expansão dessa colonização.

Antonina e seu acervo arquitetônico

O processo de tombamento do centro histórico de Antonina, no litoral do Paraná, deve chegar ao fim nesta semana, durante a reunião do Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural. De acordo com o parecer técnico elaborado pelo Iphan, a área a ser tombada materializa os processos de ocupação territorial no Sul do Brasil, particularmente no Paraná, e está diretamente ligada ao primeiro ciclo de exploração do ouro no país.

O tombamento do conjunto histórico e paisagístico de Antonina integra a política do Iphan que visa ampliar as áreas protegidas e inclui Antonina no rol das cidades históricas do Brasil. A extensão do tombamento compreende o centro histórico da cidade e o complexo das Indústrias Reunidas Francisco Matarazzo (IRFM).

A cultura e a sociedade Karajá

Uma das propostas a serem analisadas na reunião  é o registro como Patrimônio Cultural do Ofício e dos Modos de Fazer as Bonecas Karajá. A proposta foi apresentada ao Iphan pelas lideranças indígenas das aldeias Buridina e Bdè-Burè, localizadas em Aruanã, Goiás, e das aldeias Santa Isabel do Morro, Watau e Werebia, localizadas na Ilha do Bananal, Tocantins, com anuência de membros das aldeias Buridina, Bdè-Burè e Santa Isabel do Morro.

O projeto Bonecas Karajá: Arte, Memória e Identidade Indígena no Araguaia, iniciado em 2009, vem sendo supervisionado pelo Departamento de Patrimônio Imaterial – DPI/Iphan e coordenado pela Superintendência do Iphan em Goiás, que privilegiou o estudo dos aspectos imateriais das bonecas Karajá. O modo de fazer das bonecas é uma referência cultural significativa para o povo Karajá e representa, muitas vezes, a única ou a mais importante fonte de renda das famílias. Com o Registro, o objetivo do Iphan é estimular a sua produção entre as mulheres Karajá, possibilitando o crescimento das condições de autonomia das ceramistas frente às demandas externas e, ainda, fortalecer os mecanismos de reafirmação da identidade Karajá.

Tombamentos em 2011

Ao longo de 2011, o Conselho Consultivo do Patrimônio Cultural aprovou o tombamento do Acervo do Museu do Trem, no Rio de Janeiro, dos centos históricos de Belém, no Pará, e de Jaguarão, no Rio Grande do Sul. Também foi o ano em do tombamento do primeiro bem binacional: a Ponte Mauá, na cidade de Jaguarão – RS, que liga o Brasil ao Uruguai.

Em 2011 também houve a ampliação dos bens protegidos dentro do programa Roteiros Nacionais de Imigração, em Santa Catariana, passando de 48 para 61 o número de imóveis representativos do processo de imigração no estado, que agora são protegidos pelo Iphan. No final do ano, o Conselho Consultivo aprovou também o Registro como Patrimônio Cultural do Complexo Cultural do Bumba-Meu-Boi do Maranhão.

(Texto: Marcos Agostinho, Ascom/MinC)
(Fonte: Iphan/MinC)

Fonte: MinC
Anúncios
 
Deixe um comentário

Publicado por em 25/01/2012 em Uncategorized

 

Tags:

Deixe um comentário

Faça o login usando um destes métodos para comentar:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

 
%d blogueiros gostam disto: