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Guerra e Paz

07 fev

07-02-2012 – Fátima de Carvalho

Painéis de Portinari estarão expostos em São Paulo, no Memorial da América Latina

Após serem restaurados em ateliê aberto no Palácio Gustavo Capanema, sede do Ministério da Cultura no Rio de Janeiro, os painéis Guerra e Paz, do pintor brasileiro Candido Portinari, serão expostos a partir desta terça-feira, 7 de fevereiro,  no Memorial da América Latina, em São Paulo. A obra, realizada entre os anos de 1952 e 1956, é a última e maior de Portinari e foi feita por encomenda do governo brasileiro para presentear a sede da Organização das Nações Unidas (ONU) em Nova York. A circulação da obra só foi possível devido a reformas no prédio da instituição e para lá retornarão em agosto de 2013, após passar por vários países, entre eles a Noruega, por ocasião da entrega do Prêmio Nobel da Paz, em dezembro de 2012.

A exposição em São Paulo é parte do Projeto Portinari e conta com o apoio do Ministério da Cultura. Além dos grandiosos murais, estarão expostos cerca de 100 dos estudos originais preparatórios para Guerra ePaz, e também uma centena de documentos históricos, entre cartas e fotos, que contam, em detalhes, toda a trajetória de criação das obras. Ainda serão exibidos, ao longo da mostra, documentários sobre a vida e a obra do pintor.

João Candido Portinari, único filho do pintor, fala da importância da exposição e da originalidade de seu acervo. “É uma exposição histórica, sem precedentes, oportunidade única de ver Guerra e Paz no Brasil reunidos aos estudos, no Memorial da América Latina, em São Paulo. Nem o próprio pintor teve a chance de ver todo este material em seu conjunto”, disse.

Os painéis foram restaurados no primeiro semestre, entre fevereiro e maio de 2011, no Rio de Janeiro, em ateliê aberto ao público. O amplo e cuidadoso trabalho dos técnicos foi responsável por trazer de volta às obras o cromatismo intenso que caracteriza o trabalho do pintor de Brodowski, cidade do interior de São Paulo.

Sensibilidade a flor da pele

Mesmo contrariando orientações médicas contrárias ao uso de tinta óleo, já que apresentava sintomas de intoxicação pelo chumbo presente no composto da tinta, Portinari encarou a encomenda do governo brasileiro como missão e criou um dos mais belos e impactantes testemunhos da loucura humana. Portinari retratou a guerra não por meio de soldados ou equipamento bélico, mas por meio das suas vítimas, especialmente aquela que sofre a dor maior: a mãe que perdeu o filho.

Os quadros foram finalmente instalados em Nova York, em 1957, no hall de entrada da Assembleia Geral da ONU. Por ser comunista, Portinari não obteve autorização do governo americano para ir à inauguração da sua obra. Atualmente, por razões de segurança, o grande público não tem acesso ao local, apenas os políticos de todos os países do mundo.

Visite a página do Projeto Portinari dedicado aos painéis Guerra e Paz

(Texto: Marcos Agostinho – Ascom/MinC)
(Fonte: Memorial da América Latina)

Fonte: MinC
Facebook: Teatro Caetanno’s Agenda Cultural
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Publicado por em 07/02/2012 em Uncategorized

 

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