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Carmem Miranda (1909-1955)

24 jun

24-06-2013 – Fátima de Carvalho

 

   Annemarie Heinrich/Museu Carmen Miranda

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Quando, em 1939, Carmen Miranda desembarcou no porto de Nova Iorque, era desconhecida do público americano. Em um mês, com sua graça, voz e personalidade, conquistou enorme popularidade, após se apresentar na Broadway com sua baiana estilizada. Carmen já era a mulher mais famosa do Brasil, onde fez carreira no rádio, no disco e no cinema. Ainda que nascida em Portugal, era, sem dúvida o maior ícone da brasilidade. Brasileira era percebida, brasileira se sentia.

Maria do Carmo Miranda da Cunha veio para o Brasil com 18 meses. Seu pai era barbeiro e a família, de seis filhos, vivia modestamente. Estudou num colégio de freiras, no bairro da Lapa, depois foi trabalhar como balconista numa loja de roupas femininas e gravatas. O sucesso veio primeiro como cantora: a marchinha Pra Você Gostar de Mim, quebrou o recorde brasileiro de vendas. Entre 1929 e 1935, a Pequena Notável, gravou 281 músicas, incluindo Tico-tico no Fubá, O Que é Que a Baiana Tem? e South American Way. Não por acaso, foi eleita também na Categoria Música.

Em 1932, estreou num documentário sobre o Carnaval. No ano seguinte, atuou em Voz do Carnaval, da Cinédia, dirigido por Ademar Gonzaga e Humberto Mauro. Seguiram-se Alô, Alô Brasil! (1935) e Alô, Alô Carnaval (1936). Em Cantores de Rádio, fez dupla com sua irmã Aurora, ambas de fraque e cartola, numa cena clássica. Fez da baiana o traje típico da brasileira, em 1938, quando cantou no filme Banana da Terra, forjando uma identidade exótica do nosso país.
Contratada pela 20th Century Fox, seguiu para Hollywood, onde chegou a ser a segunda estrela mais bem paga, sempre explorando uma envolvente mistura de graça e ingênua malícia. Ao todo, atuou em 14 filmes americanos, usando o arranjo na cabeça, o top, os balangandãs, a saia rodada e a sandália com salto plataforma, para compensar seu 1,53 m de altura. Seus filmes mais importantes foram Uma noite no Rio (1931), Aconteceu em Havana (1941), Minha secretária brasileira (1942), Alegria rapazes (1944) e em 1947, com Groucho Marx, Copacabana. Em 1954, as pressões da indústria do entretenimento causaram-lhe uma crise nervosa e a Pequena Notável veio ao Brasil para descansar.

Em Beverly Hills, em agosto de 1955, teve um colapso cardíaco e morreu, depois de passar mal em um programa de televisão. Seu corpo foi enterrado no Rio de Janeiro, onde uma multidão de um milhão de pessoas seguiu o cortejo. Artista múltipla, Carmen continua sempre lembrada e homenageada em shows, peças teatrais, discos e documentários sobre sua vida e sua arte.

Fonte:
Livro 100 Brasileiros (2004)

 

Fonte: Brasil
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Twitter: Teatro Caetanno’s
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Publicado por em 24/06/2013 em Uncategorized

 

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