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Anselmo Duarte (1920-2009)

26 jun

26-06-2013 – Fátima de Carvalho

Agência o Globo
CULT_CIN_Anselmo_Duarte                  Anselmo Duarte (1920)

Aos oito anos, na cidade paulista de Salto, onde nascera, Anselmo Duarte já trabalhava com cinema, como molhador de tela do Cine Pavilhão. Com os projetores atrás da tela, era necessário que fosse molhada para não esquentar. Sem dinheiro, trabalhava para assistir de graça a todos os filmes em cartaz na cidade.

Aos 14, em São Paulo, fez curso técnico de Economia e mais tarde se tornou repórter econômico da revista Observador Econômico e Financeiro. Chegou a ir ao Rio de Janeiro após um anúncio de Orson Welles selecionando atores para It’s All True, em 1942. Mas sua estréia no cinema teve que esperar até 1946, quando o diretor italiano Pier Alberto Pieralisi o convidou para um teste: foi seu primeiro filme, Querida Suzana. Logo se tornou um galã popular, mas como não gostava de atuar em musicais, decidiu escrever ele próprio seus roteiros, como no filme Carnaval de Fogo (1948).

Dez anos depois, arriscou dirigir seu primeiro filme, Absolutamente Certo, comédia musical que, apesar de destoar das chanchadas da época, foi um enorme sucesso de público e crítica. Anselmo foi então para a Europa, onde entrou em contato com as novas tendências cinematográficas. Depois de trabalhar na Espanha e em Portugal, voltou ao Brasil em 1961, decidido a dirigir um grande filme. No ano seguinte, concluía O Pagador de Promessas, baseado na peça de Dias Gomes, com Leonardo Villar e Glória Menezes. Com este filme, Anselmo se tornou o único cineasta brasileiro a ganhar um dos mais importantes prêmios do cinema internacional, a Palma de Ouro no Festival de Cannes. A conquista foi tão inesperada, que ninguém tinha levado, para a solenidade de premiação, uma bandeira brasileira, providenciada às pressas.
Irreverente, divertido e irônico, Anselmo Duarte trabalhou nos três estúdios mais importantes que o Brasil já teve: foi ator na Cinédia (Pinguinho de Gente, 1947, prêmio de melhor ator da revista, A Cena Muda), ídolo nas chanchadas da Atlântida e astro na Vera Cruz.

Apesar de dirigir mais seis longas-metragens depois do êxito de O Pagador de Promessas, enfrentou a incompreensão da crítica e até mesmo de colegas cineastas, além de outros problemas. Seu filme Vereda de Salvação teve a exportação vetada pelo regime militar e, aborrecido com a falta de reconhecimento em seu país, encerrou prematuramente a carreira.

O último filme, Os Trombadinhas, é de 1978. Dirigiu 12 filmes e atuou em 31, além de ter escrito nove roteiros originais e oito adaptados.

Morreu em 2009, aos 89 anos, após sofrer um acidente vascular cerebral hemorrágico.

Fonte:
Livro 100 Brasileiros (2004)

 

Fonte: Brasil
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Publicado por em 26/06/2013 em Uncategorized

 

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