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Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974)

05 jul

05-07-2013 – Fátima de Carvalho

Agência O Globo

CUL_TEAT_Oduvaldo_vianna_filho                                               Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974)

Oduvaldo Vianna Filho é herdeiro do talento do seu pai, Oduwaldo Vianna, e também de suas idéias libertárias. Mas não foi apenas herdeiro. Construiu uma obra própria e muito pessoal, apesar de ter morrido jovem, aos 38 anos. Vianinha, como era conhecido, nasceu em São Paulo, em 1936. Chegou a estudar até o 3º ano do curso de arquitetura, na Universidade Mackenzie, mas a vocação teatral foi mais forte e ele estreou como teatrólogo em 1959, com Chapetuba Futebol Clube, pela primeira vez colocando em cena o submundo do futebol.

Junto com Gianfrancesco Guarnieri e Augusto Boal, fundou o Teatro de Arena, em São Paulo, em 1956, que, logo após o golpe militar, desempenhou um papel importante na resistência cultural à ditadura militar. O espetáculo musical Opinião, que estreou em 1964, excursionando com sucesso por todo país, uniu brasis que, na época, pareciam muito distantes: o Brasil da Zona Sul do Rio de Janeiro, representado pela cantora Nara Leão, o Brasil nordestino, representado pelo compositor e cantor alagoano João do Valle e sua famosa canção Carcará, interpretada posteriormente por Maria Bethânia, em sua primeira apresentação ao público, e ainda Zé Ketti, retratando o samba da Zona Norte e subúrbio do Rio de Janeiro.

Na peça, Eles Não Usam Black-tie, 1958, Vianinha trabalhou como ator, contracenando com Gianfrancesco Guarnieri. Em 1959, Vianinha é aclamado como autor-revelação pela Associação Paulista de Críticos Teatrais. Em 1960, mudou-se para o Rio de Janeiro e fundou o CPC, Centro Popular de Cultura da União Nacional de Estudantes, que também teve atuação importante na formulação e criação do teatro político, inspirado nas teorias do teatrólogo alemão Bertold Brecht. O CPC durou pouco, sua trajetória foi interrompida pela ditadura militar. Foi nesta época que Vianinha escreveu: A Mais Valia vai Acabar, de conteúdo político radical, Seu Edgar e Dura Lex, Sed Lex, no cabelo só gumex, em que introduz uma linguagem mais psicológica em seus textos, aprofundada, mais tarde, em Rasga Coração.

Entre peças, filmes, shows de música popular, e roteiros para a televisão, a obra de Vianinha é composta por mais de 20 trabalhos, que lhe valeram uma variadíssima coleção de prêmios.

No final dos anos 60 Vianinha escreveu programas humorísticos para a televisão. Uma de suas criações, A Grande Família, retornou a cena, mantendo- se a estrutura criada por ele e, hoje, continuada encenada por outros autores.

Vianinha morreu em 1974, ano em que estreou Rasga Coração, seu derradeiro trabalho.

Fonte:
Livro 100 Brasileiros (2004)

 

Fonte: Brasil
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Twitter: Teatro Caetanno’s
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Publicado por em 05/07/2013 em Uncategorized

 

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