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Glauber Rocha (1939-1981)

10 jul

10-07-2013 – Fátima de Carvalho

 

  Agência O Globo

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Mais importante, polêmico e influente cineasta brasileiro, Glauber Rocha foi um dos líderes e mentores intelectuais do Cinema Novo, movimento que pregava a produção de filmes com temática voltada para a realidade nacional, de baixo orçamento e com uma linguagem adequada à situação social da época, os anos 60. Daí sua frase, “uma idéia na cabeça e uma câmera na mão” ter virado lema de uma nova atitude em relação ao cinema brasileiro. Glauber sempre abordou temas fortemente ligados ao subdesenvolvimento do país, mas ao mesmo tempo exaltava a força e o potencial do povo brasileiro.

Nascido em 1939, em Vitória da Conquista, no interior da Bahia, viveu em Salvador até 1962, quando se mudou para o Rio de Janeiro. Aos 16 anos, ingressou no Grupo Jogralescas de Teatralização Poética. Aos 17, publicou suas primeiras críticas de cinema no Jornal da Bahia, estendendo mais tarde sua atividade a jornais cariocas. Dirigiu seu primeiro curta-metragem, O Pátio, aos 18 anos, e estreou na direção de longas-metragens com o inventivo Barravento (1961).

A consagração veio com, Deus e o Diabo na Terra do Sol (1964), que coincidiu com a elaboração da teoria da Estética da Fome, que defendia filmes radicais na forma e na proposta política, em contraposição ao cinema convencional e colonizado. Deus e o Diabo estreou pouco antes do golpe de 1964 e representou o Brasil no Festival de Cannes, onde foi aclamado pela crítica e por cineastas como Luis Buñuel. Deus e o Diabo combina elementos históricos, como o cangaço e o messianismo, com uma linguagem épica inspirada em Eisenstein e Jonh Ford, sofrendo ainda a influência da literatura de cordel.

Em Terra em Transe, de 1967, Glauber faz uma alegoria política da América Latina ao criar Eldorado, uma ilha tropical governada por políticos demagógicos, corruptos e populistas, o que fez o filme ser proibido no Brasil. Dois anos depois, retoma o tema do cangaço em, O Dragão da Maldade contra o Santo Guerreiro, prêmio de melhor direção em Cannes.

Durante o exílio em Cuba e na Europa, dirigiu, O Leão de Sete Cabeças e Cabeças Cortadas, também proibido pela censura. Voltou ao Brasil em 1974 e morreu em 1981, após lançar um de seus filmes mais controversos, A Idade da Terra, mal recebido pela crítica. Mais que um diretor, Glauber Rocha foi um pensador do cinema e da cultura brasileira. Publicou diversos livros, entre eles Revisão crítica do cinema brasileiro (1963), coletânea de artigos críticos, e o romance Riverão Sussuarana (1977). Ainda hoje seus filmes causam furor quando são exibidos em festivais nacionais e internacionais, e seu talento e criatividade são reconhecidos no mundo inteiro.

Fonte:
Livro 100 Brasileiros (2004)

 

Fonte: Brasil
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Twitter: Teatro Caetanno’s
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Publicado por em 10/07/2013 em Uncategorized

 

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