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Arquivo mensal: outubro 2013

Rio de Janeiro abre edital para produtores culturais

30-10-2013 – Fátima de Carvalho

 

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A Secretaria Municipal de Cultura do Rio de Janeiro abriu nesta terça-feira (29/10) as inscrições para projetos culturais visando à utilização dos valores provenientes da renúncia fiscal referente ao Imposto Sobre Serviços (ISS).
O edital é dirigido para produtores culturais estabelecidos no município, considerando produtor cultural como pessoa jurídica brasileira ou estrangeiros residentes no Brasil há mais de três anos, responsável pela produção de um ou mais projetos culturais, constituída no município do Rio de Janeiro há dois anos ou mais, contados da publicação do edital e que possua a finalidade cultural em seu objeto social.
Os projetos enviados devem estar relacionados com uma das seguintes áreas: Artes Visuais; Artesanato; Audiovisual; Bibliotecas; Centros Culturais; Cinema; Circo; Dança; Design; Folclore; Fotografia; Literatura; Moda; Museus; Música; Multiplataforma; Teatro; Transmídia e Preservação e restauração do patrimônio natural, material e imaterial, assim classificados pelos órgãos competentes.
O valor total do incentivo para o exercício de 2014 será de R$ 42.922.505,00, tomando por base a arrecadação de 2012.
As inscrições podem ser feitas até o dia 29 de novembro.

Para mais detalhes e inscrições, acesse: www.rio.rj.gov.br/web/smc.

*Com informações do site da Secretaria Municipal de Cultura do RJ

 

Fonte: CulturaeMercado
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Twitter: Teatro Caetanno’s
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Publicado por em 30/10/2013 em Brasil

 

Festival de teatro de rua de Porto Alegre abre inscrições

30-10-2013 – Fátima de Carvalho

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O 6º Festival Internacional de Teatro de Rua de Porto Alegre será realizado de 6 a 16 de abril de 2014. O evento acolhe produções nacionais e internacionais de artes cênicas de rua, envolvendo artistas e grupos selecionados e convidados.
Os grupos interessados em participar podem inscrever, até o dia 15 de dezembro, mais de um espetáculo, sendo que cada inscrição deverá ser feita separadamente.
Todas as despesas relativas a transporte de equipe, cenário e local, bem como alimentação e hospedagem dos participantes (apartamentos duplos e triplos) durante sua permanência na cidade, serão de responsabilidade do Festival.
Os espetáculos selecionados receberão cachê por apresentação, os valores e o número de apresentações serão negociados com o grupo.

Para se inscrever e obter mais informações, clique aqui.

Fonte: Cultura e Mercado
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Publicado por em 30/10/2013 em Brasil

 

Oficina de dança, de 4 a 8 de novembro, em Vigário Geral, Rio de Janeiro

30-10-2013 – Fátima de Carvalho

 

Ministrado pelo dançarino Rui Moreira, curso será realizado em parceria com o AfroReggae

dd87678abf28d8742ee8dd94fdce80260f5022dc                                  Rui Moreira. Foto: divulgação

A Fundação Nacional de Artes – Funarte realiza, de 4 a 8 de novembro, no Centro Cultural Waly Salomão, núcleo do AfroReggae em Vigário Geral, Rio de Janeiro (RJ), a oficina “Se ocê quizé vem”. Ministrada pelo dançarino Rui Moreira,  tem por objetivo promover o contato com danças étnicas, populares, patrimoniais e danças acadêmicas. No último dia haverá uma apresentação na Praça Tropicalismo, em frente ao local onde será realizada a oficina. Com carga horária de 20 horas, o curso faz parte da ação “Oficinas de Capacitação Artística e Técnica em Dança 2013”, da Funarte

Voltada para maiores de 16 anos com experiência em dança ou outra técnica artística, a oficina é gratuita e aberta a artistas do corpo, bailarinos, dançarinos, músicos, artistas visuais, atores, dramaturgos e todos os interessados no tema proposto. Entre as atividades que serão desenvolvidas estão aula de dança com princípios de dança moderna e biodança; discussão, exposição audiovisual sobre as questões propostas; interação conduzida dos alunos por meio do processo criativo e colaborativo; e atividade lúdica e interativa de criação de ações performáticas utilizando as diversas possibilidades que a arte oferece: literatura, musicalidades gerais, desenho, atuação teatral, danças expressivas, patrimoniais e todas as outras.

Sobre o oficineiro  Rui Moreira é um dos nomes mais expressivos na dança brasileira. Paulista, iniciou seus estudos na década de 70 e passou por companhias renomadas, como o Grupo Corpo, Cisne Negro, Balé da Cidade do São Paulo, Cia SeráQuê?, Cia Azanie e Rui Moreira Cia de Dança. Dedica-se a desenvolver criações coreográficas a partir de fusões de linguagens cênicas e tem principal interesse nas culturas brasileiras e nas culturas de matrizes africanas. A formação artística de Rui mescla danças acadêmicas, dança moderna e clássica, com interesse pelas manifestações populares. Trabalha com elenco próprio e assina a direção de espetáculos em importantes teatros e companhias brasileiras.

Serviço:

Oficina de dança: Se ocê quizé vem
Oficineiro: Rui Moreira
Dias: 4 a 8 de novembro de 2013
Carga horária: 20 horas
Horário: 14h às 18h
Local: Centro Cultural Waly Salomão – AfroReggae / Rio de Janeiro – Núcleo Vigário Geral
Rua Antônio Mendes 2 – Vigário Geral – Rio de Janeiro – RJ

Inscrições gratuitas: (21) 3448.0821
roberto.pacheco@afroreggae.org

 

Fonte: Funarte
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Publicado por em 30/10/2013 em Brasil

 

Lila Greene e Ivana Menna Barreto em duo no Rio de 24/10 a 28/10 · Rio de Janeiro, RJ

24-10-2013 – Fátima de Carvalho

 

1382391328_img_2120                            Ivana Menna Barreto e Lila Greene em “Meio Sem Fim”

Em 2012 a bailarina e coreógrafa Ivana Menna Barreto comemorou 25 anos de carreira de braços dados com a palavra no solo “Sem o que você não pode viver?”, coreografia criada a partir dos testemunhos de pessoas entrevistadas em cidades do Brasil (Rio de Janeiro, São Paulo, Porto Alegre, Belo Horizonte), Argentina (Buenos Aires), França (Paris e Béziers), Dinamarca (Roskilde), Itália (Giffoni), Estados Unidos(Tampa e Nova York). Os participantes responderam à questão-título e depois a outras, mais específicas, sobre seu cotidiano. O resultado foi apresentado no Espaço Sesc e circulou por outros palcos do Rio e de SP.
Neste ano de 2013, Ivana participou de residência de criação de três meses em Paris, através do Programa de Residências Institut Français/Cité Internationale dês Arts, com apoio do Centre National de la Danse e Consulado da França no Rio de Janeiro, aprofundando questões de sua pesquisa. O resultado pode ser visto na montagem “Meio sem Fim” que Ivana apresenta juntamente com a coreógrafa americana Lila Greene, respeitada criadora que vive há 30 anos na França, em palcos no Rio de Janeiro. Sempre com entrada franca, “Meio Sem Fim” será apresentado dia 24/10 na Arena Jovelina Pérola Negra, na Pavuna, dia 26/10 e 27/10 no loft do Centro Coreográfico e 28/10 no Centro de Artes da Maré.

Além de realizar o duo com Ivana, Lila Greene aproveita sua primeira passagem pelo Brasil para buscar parceiros a fim de realizar intercâmbios com a fundação americana “eeg-cowles Foundation”, para apoiar a dança contemporânea em dois países africanos, fazendo intercâmbios entre EUA, França, Mali e Burkina Faso. Em 2014, Lila será homenageada por seus 40 anos de trabalho no Centre National de la Danse.

Sobre “Meio sem Fim”
A cena acontece em meio aos espectadores, sentados em 35 pequenas almofadas vermelhas distribuídas num dispositivo circular, e com mais 5 grandes almofadas ao redor do círculo, cabendo em cada uma 5 pessoas, num total de 60 espectadores. Os movimentos acontecem nos espaços entre eles. “É mais um somatório de recuos que de avanços, recuos no tempo, insistências sobre o que já passou (e parece que não passou). É também uma expressão roubada da obra do filósofo Giorgio Agamben, ‘Meios sem fins’, que valoriza os meios, antes dos fins”, destaca Ivana Menna Barreto.

A ideia que atravessa o trabalho é a criação em rede, tanto pelo solo inicial, criado através dos testemunhos das pessoas entrevistadas, quanto pelas intervenções dos artistas convidados sobre o que viram. Além da rede ao nível da criação, há também uma rede no sentido de cooperação na produção.
“Na verdade é uma rede afetiva também, porque conheço algumas pessoas que estão participando há muitos anos, a Lila Greene, o André Masseno, a Cláudia Müller. Foi incrível também o apoio da Denise e do Pierre Astrié, meus amigos do Là-bas Théâtre que possibilitaram a apresentação do solo em Béziers, assim voltei esse ano ao lugar onde havia começado os ensaios em 2011. Foi uma apresentação especial, eu queria muito me apresentar nessa pequena cidade, perto de Montpellier, porque na verdade foram as primeiras pessoas que me ajudaram na produção, quando eu ainda não tinha nada, só uma ideia. Então em todo esse percurso, desde 2011, já houve muitos encontros e reencontros. E com o público é a melhor parte, porque o trabalho acontece muito próximo ao espectador”, diz Ivana.

As atividades se estenderão até 2014, com apresentações dos artistas convidados, e encontros com e conversas com o público. Está prevista a criação de um vídeo-documentário sobre todo o processo.

 

onde fica: Dia 24/10/2013, às 19h
Arena Cultural Jovelina Pérola Negra – Pavuna
Praça Ênio s/n Pavuna – Tel.: (21) 2886-3886

Dia 26/10, às 18h30 | | Dia 27/10, às 19h30
Centro Coreográfico do RJ – Loft
Rua José Higino, 115 – Tijuca – Tel: (21) 32380357 | 32380601

Dia 28/10, às 18h
Centro de Artes da Maré
Rua Bittencourt Sampaio 181, Nova Holanda, Maré – na altura da passarela 10 da Avenida Brasilquando ir\; 24/10/2013 a 28/10/2013
quanto custa: Grátis
contato: monicariani@gmail.com

 

Fonte: overmundo
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Publicado por em 24/10/2013 em Brasil

 

Atores surdos em apresentações únicas no Moitará de 24/10 a 27/10 · Rio de Janeiro, RJ

24-10-2013 – Fátima de Carvalho

 

1382571229_integrantes_do_projeto_palavras_visiveis_em_rede___grupo_teatral_moitara.jpg_2                              Atores e mentores do projeto Palavras Visíveis em Rede

No Brasil, a surdez, quase sempre, leva à exclusão cultural. Atores surdos não sofrem só com a falta de espaço no mercado de trabalho, mas também com a carência de escolas e cursos especializados para a sua formação. Pensando nisso, o Grupo Teatral Moitará criou em 2005 o primeiro curso de capacitação de artistas com surdez no Brasil. Agora, oito anos depois, o Moitará lança dois espetáculos com os artistas formados pelo projeto Palavras Visíveis em Rede, patrocinado pela Oceaneering. Dia 26 de outubro, às 19h, estreia “A Busca de Seo Peto e Seo Antônio” _ com atores formados pela primeira turma do projeto, e dia 27 de outubro, no mesmo horário, entra em cena “Sensações Visíveis”, estrelado pelos alunos que acabaram de se formar. Com entrada grátis, os dois espetáculos acontecem no teatro da sede do grupo na Rua Joaquim Silva, 56/2º andar. São 50 lugares a cada sessão e a confirmação deve ser feita pelos telefones 21 3852-0403 e 2221-7319.

“A Busca de Seo Peto e Seo Antônio” tem por objetivo ser entendido, apreciado e vivido tanto por espectadores Surdos quanto Ouvintes. “A Busca de Seo Peto e Seo Antônio” conta a história de dois velhos amigos. Após muitas décadas eles se reencontram em um momento de profunda solidão e dificuldade. De um lado Seo Peto – que na busca de diminuir sua tristeza cria Eros, um pássaro para lhe fazer companhia mas que, surpreendentemente, um dia, ganha vida própria e foge das mãos de seu criador. De outro lado, Seo Antônio, que depois de perder tudo na vida, retorna para sua cidade natal e busca, sem sucesso, encontrar sua casa de infância. Para dar vida à narrativa, bonecos, teatro de sombras e muito mais entram em cena com os atores Alexandre Pinto e Silas Queiroz.

Ao longo de seis meses, os alunos surdos da segunda turma do projeto Palavras Visíveis em Rede vivenciaram um trabalho de pesquisa sobre a dramaturgia do ator, começando pela máscara neutra. Com fisionomia simples e simétrica, sem conflitos, a máscara neutra propõe ao ator ampliar todos os seus sentidos, encontrando a essência das ações e das situações. Através dela, o ator entende o que é um corpo decidido, presente, vivo dentro de um estado de representação. Desta forma, o tema que norteou a pesquisa durante esse período de trabalho foi o de tornar as sensações corporalmente perceptíveis. “Sensações Visíveis” é o resultado imagético do despertar do ator, da inocência, do afeto, da identidade pessoal, da transmissão de conhecimento. Imagens que sugerem, a fim de provocar, no espectador, sensações sobre a Vida e a Arte. Em cena estão os atores Bruno Hassib, Christiano Caúper dos Santos, Jaqueline de Araújo Muniz, Marlene Pereira do Prado, Marcelo William da Silva, Ricardo Boaretto de Siqueira, Weslei da Silva Rocha.

onde fica: Rua Joaquim Silva, 56/2º andar. RJ – RJ
Referência: Estação Glória do Metrô
quando ir: 24/10/2013 a 27/10/2013, às 19:00h
quanto custa: Grátis
website: 
www.grupomoitara.com.br contato: monicariani@gmail.com

Fonte: overmundo
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Publicado por em 24/10/2013 em Brasil

 

No Pirex de 15/11 a 17/11 · Brasília, DF

24-10-2013 – Fátima de Carvalho

 

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Uma comédia do absurdo do Grupo de Teatro Armatrux, selecionado como um dos melhores espetáculos de 2011 pela Revista Bravo e vencedor do Prêmio USIMINAS/SINPARC de Teatro e Dança nas categorias melhor direção, para Eid Ribeiro, e melhor iluminação, para Bruno Cerezoli e Bruno Magalhães, que narra o encontro de cinco personagens grotescos e surreais, numa dramaturgia que dispensa a palavra.

Numa atmosfera de traços góticos o espetáculo é uma mistura comédia muda, clown e a manipulação de objetos cotidianos. Em foco, as relações de poder, o sexo, o amor e a morte, obra aberta a múltiplas interpretações do público. A peça fica em cartaz no Teatro da CAIXA de 15 a 17 de novembro, com ingressos a R$ 20,00 a inteira.

Um espetáculo com ingredientes bem surrealistas, mas com um saboroso resultado da mistura de teatro físico, comédia muda, clown, e boas doses de manipulação de objetos cotidianos. Tudo isso regado ao mais tradicional Teatro do Absurdo. Instigante, divertido, suado e muito cheiro de cozinha em NO PIREX, espetáculo do Armatrux sob a direção de Eid Ribeiro.

Boquélia (A dona da casa), Bencrófilo (O garçom jovem), Bonita (A cozinheira), Ubaldo (O garçom velho), e Alcebíades (O velho) são os cinco personagens que, em volta de uma mesa, dão vida a uma história que mais parece um pesadelo cômico. Ou um jantar surrealista? Uma festa macabra? Uma versão gótica do Mad Tea Party do país das maravilhas? Tudo isso ou nada disso: a piração de No Pirex é aberta a múltiplas leituras do público.

Desde sua estreia, o espetáculo No Pirex, do Grupo de Teatro Armatrux, com direção de Eid Ribeiro, vem se destacando no Brasil e fora do país: foi escolhido como um dos melhores espetáculos na seleção da Revista Bravo – Agosto de 2011; único grupo mineiro selecionado para o projeto SESC – Palco Giratório – 2011, com 50 apresentações em 24 cidades brasileiras; Prêmio USIMINAS/SINPARC de Teatro e Dança – melhor direção: Eid Ribeiro/melhor iluminação: Bruno Cerezoli e Bruno Magalhães; apresentação em Córdoba (Argentina) no Festival Internacional de Teatro do MERCOSUL; homenagem no Festival Internacional de Teatro de La Paz, FITAZ, na Bolívia.

Realização: Grupo de Teatro Armatrux
Direção e dramaturgia: Eid Ribeiro
Atores: Cristiano Araújo, Eduardo Machado, Paula Manata, Raquel Pedras, Rogério Araújo e Tina Dias
Gênero: Cômico absurdo

onde fica: Teatro da CAIXA Cultural Brasília
Duração: 60 minutos.
Classificação: 12 anos.
quando ir: 15/11/2013 a 17/11/2013
quanto custa: R$ 20,00 (inteira), e R$ 10,00 (meia para estudantes, professores, funcionários e clientes CAIXA e pessoas com mais de 65 anos).
website: http://www.armatrux.com.br/
contato: Informações: 61 3206.9448, ou tinaarmatrux@gmail.com

Fonte: overmundo
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Publicado por em 24/10/2013 em Brasil

 

Wagner Pinto: Ventos de Oya de 30/10 a 05/1 · Brasília, DF

23-10-2013 – Fátima de Carvalho

 

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A CAIXA Cultural Brasília apresenta, de 30 de outubro de 2013 a 5 de janeiro de 2014, na Galeria Vitrine, a exposição

Wagner Pinto: Ventos de Oya

Ventos de Oya é a primeira exposição individual do artista plástico Wagner Pinto em Brasília. A mostra apresenta cerca de 40 trabalhos do artista realizados nos últimos três anos. Com uma linguagem fortemente influenciada pelas as artes gráficas, seus desenhos e pinturas articulam elementos, cores e padrões criando uma superfície plena de acontecimentos pictóricos. A temática de seu trabalho advém, sobretudo, da cultura popular cujos símbolos, no entanto, são modificados e estilizados formando padrões abstratos que guardam apenas traços de objetos reconhecíveis. Com uma obra potente e vibrante, que tenciona os limites entre figuração e abstração, Wagner Pinto, gaúcho que mora e trabalha em São Paulo, vem ganhando respeito e admiração no circuito artístico nacional e internacional.

Em seu itinerário artístico, o desenho tem um papel privilegiado, podendo-se dizer que é o ponto de partida do pensamento do artista. Em seus cadernos de desenho, com diferentes formatos, tamanhos e variedades de papel, o artista dá vazão a sua criação. Neles, podemos observar a habilidade do artista em lidar com o espaço vazio da folha em branco, criando com desenvoltura uma linguagem própria e fluente. Abstratos, os desenhos guardam a memória de objetos e sinais gráficos: búzios, amuletos, joias de crioulas, raios, adereços de festas profanas e sagradas, números e letras, corais marinhos, andorinhas, símbolos religiosos ancestrais, fitas e colares de contas, dispersos e organizados sobre papel branco, preto, pardo, rosa, colorido… “Todos eles depois migrarão para tela adquirindo dimensão e espessura poética, não apenas em escala, mas também em significado e simbologia”, observa Claudinei Roberto da Silva, curador da exposição.

Tradição decorativa
Para Claudinei Roberto da Silva, o trabalho de Wagner Pinto pode ser vinculado à tradição moderna da pintura, sobretudo aos pintores que retomam, dentro dos padrões modernistas, a tradição decorativa. Para o curador, “é válido considerar que a obra de Henri Matisse é que mais tange as fibras do coração do artista, principalmente o Matisse da série Jazz pelo seu colorido exuberantemente e chapado, pelo tanto de gráfico e pelo décor”. Nas pinturas do artista brasileiro, a superfície que corresponde ao fundo recebe um tratamento monocromático onde não se observa qualquer marca do pincel: é uma pintura plana e chapada. Sobre ela, grafismos coloridos vão sendo acumulados estabelecendo entre si diálogos e desdobramentos.

Cultura popular e brasilidade
Voltando o olhar para as matrizes fundadoras da cultura brasileira, a presença de elementos africanos e indígenas é grande na trama tecida por Wagner Pinto. Vê-se uma obra mestiça, feita de cruzamentos e sincretismos. Os símbolos gráficos aludem a um universo que inclui tanto a cultura dos grandes centros urbanos quanto a tradicional, o profano e o religioso, contemporâneo e o ancestral que aparecem fundidos numa obra aberta em constante expansão.

onde fica: CAIXA Cultural Brasília – Galeria Vitrine
Coquetel de abertura para convidados dia 29/10, às 19h,
e bate-papo com o autor das obras, Wagner Pinto.
quando ir: 30/10/2013 a 05/1/2014
quanto custa: Entrada franca
Visitação de terça a domingo, das 9h às 21h.
website: www.caixa.gov.br/caixacultural
contato: 61 3206.9443 ou 9449

Fonte: overmundo
Facebook: Teatro Caetanno’s Agenda Cultural
Twitter: Teatro Caetanno’s
 
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Publicado por em 23/10/2013 em Brasil