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Plínio Marcos na Mostra Internacional de Cinema SP de 23/10 a 31/10 · São Paulo, SP

23 out

23-10-2013 – Fátima de Carvalho

 

1382384639_nas_quebradas_do_mundareu__banner_eletronico                           Banner do filme na Mostra

“NAS QUEBRADAS DO MUNDARÉU” é uma longa viagem entre evidências e obscuridades da arte poética e da vida do dramaturgo Plinio Marcos. Foi concebido e realizado inteiramente “em casa”, trancado num quarto escuro mais de três anos, a partir de uma miscelânea de 85 horas do mais fino audiovisual das mais variadas origens, fontes, formatos e suportes, entre (11) espetáculos e representações diversas de textos e poemas, (14) filmes adaptados ou não de sua obra, (20) canções, depoimentos e entrevistas, várias, num processo de construção e demolição permanentes, de roteiro, ideias e edição.
Tudo foi possível graças à premiação do Programa Petrobras Cultural que nos permitiu penetrar na arte e na vida de um artista que se enredou em uma simbiose entre história pessoal, uma poética rascante e contestatória em transe e comunhão com o que sua obra nos revela e espanta.

Radical, dissonante, insubordinado, “fez por merecer” a perseguição, como dizia. Ranzinza, espalhafatoso, tímido, briguento, gozador, generoso, esse era o cara, malagueta pura, ardida e tempero dos deuses.

Chegamos mais ou menos na mesma época no Teatro de Arena, ele de Santos, eu do Oficina. De cara, brigamos. Nenhum nunca foi flor que se cheire, mas ficamos amigos e parceiros muitas vezes. Fui ator de seu primeiro texto montado em São Paulo, “Reportagem de um Tempo Mau”, Arena, fins de 1964.

Comecei a costurar esta história em 1999, capturando em mini DV montagens antológicas de um ousado grupo teatral no Rio de Janeiro, em homenagem ao Plínio recém-falecido. Continuei em 2007 no Carnaval Santista e 2008 (espetáculos no TUSP), ainda sem ter um projeto, uma rota segura. Num caldeirão, misturei parceiros de vida e obra, acrescentei condimentos de nossa música, nossos filmes, nossas imagens, nossa atitude, gestos e articulações que são mais importantes, para o documentário, que as conhecidas denúncias ao regime militar. Diálogo, choque e interrogações compõem nosso espetáculo.

A loucura foi articular isso tudo no meio de um caminho cheio de curvas, picadas e pinguelas ensaboadas. Um giro largo, sinuoso, concêntrico e diacrônico.

Viajam nesta nave do tempo: Tônia, Sganzerla, Aguilar, Geraldo Sarno, Vera Fischer, Gilberto Mendes, Geraldo Filme, Cacilda, Cleide, Abujamra, Cartola, Vanzolini, Gero Camilo, Neville, Zé Joffily, Carlos Cortez, Braz Chediak, Cláudio & Sergio Mamberti, Renato Ciasca & Beto Brant, Nelson Xavier, Bunuel, Vanzolini, Andréa Tonacci, Itamar Assumpção, Glauce Rocha, Jece e Joelho de Porco. Esse é o time.

O filme está aí, feito em casa de cabo a rabo, intenso em 102 minutos de paixão pela arte pela vida.

Trailer:

Cinebiografia de JULIO CALASSO:
Paulistano de 1941, diretor ator produtor abandonou o curso de Filosofia envolvido pelo cinema e teatro onde se iniciou em 1964 nos Teatros Oficina e Arena; assistente de Geraldo Sarno em Viramundo, emblemático documentário de 1965 mais três anos de exaustivo aprendizado profissional em produção roteiro e edição na antiga TV Excelsior avalizaram o mergulho de cabeça na produção do Bandido da Luz Vermelha, do Rogério Sganzerla. Escreve, produz e dirige Longo Caminho da Morte, convidado ao Festival de Locarno em 1974 impedido pela censura. Entre os escombros de um acidente automobilístico foi diretor de produção de vários filmes, ator e produtor artístico, idealizador de mostras alternativas e itinerantes como: Cinema de Invenção, Cinema Negro e Cine Teatro Brasil. No Rio de Janeiro de 1998 a 2007 produziu dirigiu e capturou em Mini DV ousadíssimos e grandiosos espetáculos que resultam em quatro documentários para TV sementes de uma narrativa de que “Nas Quebradas do Mundaréu” é o sumo.

 

Fonte: Overmundo
Facebook: Teatro Caetanno’s Agenda Cultural
Twitter: Teatro Caetanno’s
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Publicado por em 23/10/2013 em Brasil

 

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