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Exposição – “O Rio que o Rio não vê” de 29/1 a 16/3 · Rio de Janeiro, RJ

23 jan

23-01-2014 – Fátima de Carvalho

1390430934_convite_virtual_orqornv_correios2014“O Rio que o Rio não vê – a ornamentação na fachada carioca” | Pesquisa e Fotografia de Luiz Eugênio Teixeira Leite 

O Centro Cultural Correios inaugura na quarta-feira, 29 de janeiro, às 19h, “O Rio que o Rio não vê”, uma exposição de 36 fotos, assinadas pelo fotógrafo, designer gráfico e historiador Luiz Eugênio Teixeira Leite, de ornamentos simbólicos presentes nas fachadas de construções civis, instituições públicas e privadas do centro do Rio, área escolhida por ser a interseção arquitetônica de uma cidade que dali se expandiu.
Nas legendas, haverá minifotografias da fachada inteira, para que o visitante se familiarize com o imóvel no qual está inserido o ornamento e possa visitá-lo e apreciar ao vivo o detalhe que as fotografias da exposição destacam. Em cada legenda há também um QR CODE que direciona o espectador para o blog do autor,www.orioqueorionaove.com.

Teixeira Leite vem desde 2000 realizando esta pesquisa iconográfica, que já chega a 974 ornamentos mapeados, catalogados, minuciosamente descritos e com endereço, uso original, nome do projetista, data, uso atual, autor do ornamento, técnica e data da execução.

O pesquisador explica por que não há mais este tipo de ornamentação na fachada dos edifícios:
– A decoração aplicada à arquitetura, isto é, a forma pela qual se idealiza um programa ornamental para a fachada de uma construção, já teve papel de destaque na História da Arquitetura. A partir de determinado momento entrou em declínio, chegando a ser tratada com repulsa. Disso resultou um quase total abandono pelo estudo das artes da ornamentação. O Ecletismo, estilo que mais se valeu da ornamentação para fundamentar seu discurso arquitetônico, acabou por herdar, por tabela, essa repulsa, e tem ficado, desde há muito, esquecido pela historiografia da arte nacional.

A pesquisa resgata nomes de artistas e artesãos executantes dos ornamentos, bem como dos arquitetos e projetistas de fachada. A partir de 2013, o autor vem estendendo o levantamento a outros bairros cariocas, incluindo portas e gradis, além da decoração escultórica dessas construções.

Luiz Eugênio reuniu parte desta pesquisa no livro ”O Rio que o Rio não vê – os símbolos e seus significados na arquitetura civil do centro da cidade do Rio de Janeiro”, lançado em 2012. O livro foi recebido pela Associação Brasileira de Críticos de Arte (ABCA) como a primeira publicação de arte do gênero no país, selecionado como um dos três finalistas ao Prêmio Sergio Milliet, da mesma associação, e indicado pelo IPHAN como representante fluminense ao XXVI Prêmio Rodrigo Melo Franco de Andrade, entre outras indicações para prêmios.

Acompanha a mostra um catálogo com reprodução de todas as fotos expostas e texto de Joaquim Marçal Ferreira de Andrade, mestre em design pela PUC Rio, doutorando em história social na UFRJ, pesquisador da Divisão de Iconografia da Biblioteca Nacional e autor de História da Fotorreportagem no Brasil: a fotografia na imprensa do Rio de Janeiro de 1839 a 1900 (Campus, 2003).

onde fica: Centro Cultural Correios – Rua Visconde de Itaboraí, 20 – Centro – RJ
quando ir: 29/1/2014 a 16/3/2014
quanto custa: Entrada Franca
website: www.orioqueorionaove.com
contato: 21 2253-1580

Fonte: overmundo
Facebook: Teatro Caetanno’s Agenda Cultural
Twitter: Teatro Caetanno’s
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Publicado por em 23/01/2014 em Brasil

 

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